Profissão bailarino: Leo Jaime conta sobre a sua paixão pela dança

Conversamos com o cantor, compositor e ator Leo Jaime e ele contou tudo sobre a sua paixão pela dança. Clique no link e confira esta entrevista exclusiva!
  | Leitura: 7 min
14 de junho de 2022

Você já deve conhecer o Leo Jaime como cantor, compositor e ator. Mas e como bailarino, você conhece? Felizmente, estamos vivendo em uma época em que tabus vêm sendo quebrados e novos paradigmas surgem diariamente, permitindo que as pessoas — e, principalmente, homens — possam expressar seus desejos em novas atividades. E o Leo Jaime é um excelente exemplo disso!

O renomado cantor, que fez sucesso nos anos 80, se reencontrou com uma paixão que vem lá da juventude: a dança. Ele faz várias modalidades de dança quando era mais jovem e, após ganhar a Dança dos Famosos, quadro do antigo programa Domingão do Faustão, resolveu voltar a praticar.

Isso faz parte de uma era de “novas masculinidades” e um processo de desconstrução que tem acontecido com os homens e merece atenção. Por isso, preparamos este post abordando a beleza da profissão bailarino com o Leo Jaime contando sobre a sua paixão pela dança. Continue lendo e confira!

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Como começou a sua história com a dança?

Leo começa contando que: “a minha história com a dança vem, eu acho, da infância e de ser um garoto muito tímido e querer aprender a me comunicar. Isso me levou a fazer teatro, a fazer música, a fazer dança, enfim. E a melhor forma de se comunicar é a dança que, assim como a música, é universal: a dança é o corpo fazendo poesia no espaço”.

O que o motivou a retornar para as aulas de balé em 2019 e por que escolheu esse estilo de dança?

Leo Jaime havia parado de fazer aulas de balé, mas retornou em 2019. Sobre os motivos para a volta, explica: “eu fiz dança na adolescência. Além de fazer expressão corporal, também fazia dança contemporânea. Com isso, fui parar em uma companhia musical em Brasília e, circulando, vim parar no Rio para assistir ao ensaio da companhia do Cláudio Rangel Viana”.

Na época, foi convidado a fazer parte da companhia e recebeu bolsas para aulas de dança. “Quando minha carreira tomou o rumo da música, eu acabei parando com a dança, mas nunca deixei de gostar. Com o tempo, fui ganhando peso e ficando com vergonha, pois era muito criticado e ainda sou, porque muita gente não entende a gordofobia como um preconceito”.

No entanto, tudo mudou: “na sexta vez que fui convidado a fazer a dança dos famosos, eu achei que era uma forma de me expor para o público de uma forma muito ousada, pois tinha que aprender uma coreografia que não sabia e me apresentar na TV ao vivo. Tive um prazer imenso e um apoio enorme de pessoas que me viam quebrando meus próprios tabus”.

Quais desafios você precisou superar para esse retorno acontecer?

Leo conta que quando a Dança dos Famosos acabou, ele se matriculou na escola da Deborah Colker, bailarina e coreógrafa brasileira. “Eu voltei a fazer aulas de balé, que são muito prazerosas e um exercício muito intenso. Tem uma coisa de postura, de elasticidade, de conhecimento corporal que acho muito importante e gosto muito”.

Você comentou em entrevistas passadas que o balé te ajudou a passar pela pandemia de forma mais leve. Na sua opinião, como a dança pode ajudar as pessoas a levarem uma vida melhor?

“A dança é algo que nos faz socializar, porque você faz parte de um grupo, mesmo que seja em aulas online. Além disso, não existe corpo ou idade certos para a dança, não importando gênero ou orientação sexual: é para todos, uma linguagem universal. E a pessoa que dança bem é mais feliz, pois um corpo feliz é um corpo que dança”.

Ele complementa: “você vai para um lugar dançar tango, gafieira, é saudável, é divertido, você socializa e perde a timidez. Eu me lembro de passear em Berlim e lá, perto do Monumento ao Holocausto, ver uma praça grande, com um quiosque com música à tarde inteira e professores dando aula de salão, inclusive forró”.

Quais são os seus planos para este ano em relação à dança, em especial o balé?

Para este ano, Leo Jaime explica: “estou pensando muito nisso, no que mais posso fazer de aula. Ano passado, estava fazendo online, tendo aulas todos os dias, o que realmente faz diferença. Estou pensando também se volto para o Hip Hop, se faço alguma coisa diferente, pois gosto da dança como um todo”.

Desde que você postou o primeiro vídeo dançando balé nas redes sociais, diversas discussões sobre o preconceito com homens na dança surgiram na internet. Como você tem lidado com esse tema ao longo da sua carreira?

“Olha, é interessante isso, porque eu vejo nos comentários que posto uma quantidade infinita de mulheres dando apoio e uns dois ou três caras achando ridículo. Será que eles não conseguem olhar e pensar: está aí, se tem um negócio que a mulherada apoia é dançar. Mas eles preferem se indispor”.

Ele complementa: “dançar não tem nada a ver com orientação sexual. Os homens deveriam aproveitar, não digo fazer balé clássico, mas para uma valsa. Dançar bem é bonito e o fato dos posts que faço repercutirem bem com o público feminino é um exemplo de que não é algo que vai pegar mal para você, embora a gente nem devesse se basear no julgamento alheio”.

Você acha que hoje, em 2022, esse cenário já mudou um pouco? Quais mudanças você percebe, principalmente no que diz respeito ao público masculino?

“Quando fiz a dança dos famosos, tive apoio das pessoas. Homens e mulheres me disseram que, ao me verem, começaram a se permitir. O balé adulto virou uma tendência e acho que contribuí para isso. Vejo, por parte do pessoal da dança, uma simpatia, um reconhecimento por eu ter feito a divulgação de uma arte que exige muito e retribui muito pouco aos artistas”.

Para você, o que ainda precisa mudar nesse contexto e qual deve ser o caminho para essa mudança? Qual é a importância de discutir sobre esses assuntos mais abertamente na sociedade?

Para terminar, Leo afirma que: “a dificuldade de se aceitar existe, assim como o julgamento do outro e o interno. Eu acho que hoje, talvez, estamos vivendo um momento em que tais coisas são debatidas. Talvez exista um progresso, mas acho que tem certas coisas nas quais o mundo masculino precisa evoluir mais, pois os homens estão muito devagar no curso da história”.

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