10 fatos sobre o 10

Uma homenagem a Diego Armando Maradona, gênio da bola, que morreu hoje aos 60 anos
  | Leitura: 4 min
25 de novembro de 2020
10 fatos sobre o 10

O planeta Bola está de luto. Partiu Maradona, desta vez sem a pelota imantada ao pé esquerdo. Nossa homenagem ao gênio em 10 fatos sobre o 10:

1 – Marcou 346 gols em 680 jogos. Não chegou, portanto, à metade do que Messi fez até aqui (703). Mas é preciso parafrasear Carlos Drummond de Andrade, quando o poeta se referiu a Pelé: “Fazer 346 gols como Maradona não é difícil. Difícil é fazer um gol como Maradona”.

2 – A comparação com Pelé será tão cansativa quanto insossa. Fiquemos com a mensagem do próprio Rei do Futebol, neste dia de pesar para todos os que amam o futebol: “Com certeza um dia vamos bater uma bola juntos lá no céu”.

3 – Maradona nunca escondeu sua dependência química. Começou a usar drogas aos 24 anos, quando defendia o Barcelona – e por pouco não morreu ainda mais cedo, por causa da relação com a cocaína. Da mesma forma, era frequentemente visto alcoolizado. A fraqueza diante do vício o tornava mais humano, distante da dimensão divina que muitos tentavam lhe impingir. “Eu nunca quis ser um exemplo”, disse certa vez. A sua família, pedia perdão à sua maneira: “A droga é um pacman que toda a sua família está comendo por você”.

4 – Sua personalidade parecia um tango: dramático, apaixonado, sensual, agressivo e, sobretudo, triste. Ainda as drogas: “Eu era, sou e serei um viciado”.

5 – Filho da pobreza, nasceu na Villa Fiorito, subúrbio precário de Buenos Aires. Uma vez alçado à condição de celebridade, jamais abandonou suas origens. Atuou politicamente até o fim da vida.

6 – Na Itália, alcançou tamanha idolatria que fez com que os napolitanos torcessem contra sua própria seleção, na semifinal da Copa de 1990, contra a Argentina. Depois de 1 x 1 no tempo normal, a equipe de Maradona levou a melhor nos pênaltis, classificando-se à final. Antes da partida, apelou para a discriminação do Norte contra o Sul italianos para angariar simpatia. “Por 364 dias do ano, tratam o povo [de Nápoles] como estrangeiro dentro do próprio país”. Conseguiu pelo menos dividir o estádio San Paolo – que a partir de agora passa a se chamar Diego Armando Maradona.

7 – O dia 30 de outubro, aniversário de Maradona, é considerado “Natal” pelos seguidores da Igreja Maradoniana, seita de fanáticos pelo “D10S”. A partir das 18h de hoje, os fiéis vão se reunir em torno do Obelisco, em Buenos Aires, para “agradecer que tenha baixado do céu há 60 anos e para desejar um bom regresso ao local a que pertence”.

8 – Maradona teve uma parceria histórica com o atacante brasileiro Careca quando ambos defendiam o Napoli. Porém, outro brasileiro foi ídolo de infância do craque: Rivellino, canhoto como ele. Num encontro relativamente recente, os dois trocaram camisetas de suas seleções autografadas. Na da Argentina, a dedicatória ao campeão de 70 dizia: “Para meu maestro de toda a vida. O maior”. Hoje, em sua conta no Instagram, Rivellino se referiu a Diego como uma “pessoa especial em sua vida”.

9 – Contra a Seleção Brasileira, Maradona foi responsável direto pela eliminação da Copa de 90, ao enfiar uma bola sob medida para Caniggia. Mas, entre 1976 e 1994, foram poucas as oportunidades em que se saiu bem contra o Brasil. Apenas uma vitória (esta de 1990), dois empates e três derrotas. Marcou um único gol.

10 – Antes de Maradona, Di Stéfano foi considerado o grande jogador argentino. Ao se aposentar, ele colocou uma estátua de uma bola em seu jardim, com os dizeres: “Gracias, vieja”. Anos atrás, como lembra o diário Olé, Maradona declarou o que desejava como epitáfio: “Gracias a la pelota” [Obrigado à bola]. Ela certamente retribui o agradecimento, Diego.

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