Um Natal pra celebrar a vida

Mauro, de 83 anos, ficou 23 dias internado e precisou de respirador. Ao sair do hospital, foi aplaudido
  | Leitura: 2 min
1 de dezembro de 2020
natal
Fred, neto de Mauro, pegou Covid-19 na mesma época que o avô

Mauro Malta, aposentado de 83 anos, teve Covid-19 em abril. Precisou de tubos para levarem oxigênio, porque naturalmente já não conseguia mais inspirar o ar vital. Num determinado momento, sentiu-se asfixiado com a engenhoca lhe atazanando a garganta e tentou arrancar o respirador. E, em determinado momento dos 23 dias em que ficou internado, teve a certeza de que tinha morrido.

– Senti que a cama estava levitando, e eu estava me dirigindo a um lugar em que eu via o rosto do padre com quem eu trabalhava, que já morreu. Ele me chamava para ir embora. Não senti medo, na verdade, porque sou religioso. Senti que atrás dele tinha um movimento, sentia uma euforia, eu ouvi, mas não conseguia ver. Havia uma festa, uma mobilização. E eu pensei que fossem meus parentes. Pensei que já tivesse morrido, e foi uma sensação agradável – recorda Mauro.

Foi ainda mais agradável quando tudo passou. Na saída do Copa d’Or, onde ficou internado, os enfermeiros e médicos que acompanharam sua situação fizeram um corredor a sua volta e o aplaudiram enquanto se dirigia ao lado de fora.

– Vou celebrar a vida neste Natal. Vai ser um brinde pela união da família. Nós estávamos preocupados com coisas muito superficiais, temos que ver o que há de mais profundo em cada um de nós – diz.

Neste Natal, além de celebrar a vida, a Reserva traz uma mensagem positiva, de esperança, através de 16 personagens que superaram o coronavírus. Gente como Mauro e seu neto Fred.

– Foi complicado, principalmente no começo, o vírus era bem desconhecido. E eu moro com meus avós, então fiquei muito preocupado desde que estava só na China. Comecei a evitar de ficar perto deles, por serem grupo de risco. Infelizmente todos pegaram, mas todos melhoraram, e isso é que é mais importante – lembra o rapaz, que se define como alguém “de riso solto e fácil”.

Sua dica é que o otimismo transborde, na luta contra a doença:

– O psicológico é o principal, é isso que faz você passar por cima das situações, qualquer que seja a dificuldade – avalia.

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